ADELAIDE CARRARO
Adelaide Carraro (30 de julho de 1936 – São Paulo, 7 de janeiro de 1992) foi uma escritora brasileira.
Ficou órfã aos sete anos e foi viver em um orfanato na cidade de Vinhedo em São Paulo.
Seu primeiro texto que chegou ao conhecimento público foi a crônica Mãe, que lhe rendeu um prêmio aos treze anos de idade.
Adelaide Carraro deixou uma obra bastante extensa, com mais de quarenta edições, tendo mais de dois milhões de exemplares vendidos, entre eles O estudante, O estudante II, O estudante III, Meu professor, meu herói e Eu e o governador. Este último é o seu texto mais polêmico, referente à descrição de um suposto romance com Jânio Quadros em seu período como governador de São Paulo.
Escreveu também outras obras como “Podridão” e “O Mundo Cão de Sílvio Santos"
.
Era uma escritora que escrevia livros fortes, com temas polêmicos e em plena época da ditadura militar, quando havia muita censura.
“Falência das Elites” é a segunda e uma das mais importantes obras de Adelaide Carraro. Ela exibe de maneira perturbadora o retrato de uma sociedade cheia de preconceitos, em decomposição e intolerante, que despreza todos aqueles que não ingressaram em seu meio egocêntrico aristocrático do dinheiro.
Sincera, clara e simples, a autora ofende a vaidade da chamada Elite. Para Adelaide Carraro, a elite apresenta duas caras: uma é feliz e amável e finge-se filantrópica , a outra é sombria, oculta e repulsiva . Depois de “Eu e o Governador”, o livro irá reproduzir, com um sanatório de pano de fundo, a vida travada, cheia de frustrações, fraudes e vícios.
“Se todo assunto é para o romancista – que devemos dizer de um sanatório, em cujos habitantes (…) procedem um mundo condenável (…), principalmente, por uma consciência erogenética do sexo, de onde ressai o exílio afetivo que o homem e a mulher do nosso tempo deploram, porém não podem superar?” (trecho do prefácio de Burlamáqui Köpke)
- Por: Nicholas e Matheus

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